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A política externa de Portugal, em relação a Timor Leste, assenta na solidariedade decorrente de mais de quatro séculos de História partilhada. A criação do Gabinete do Comissário para o Apoio à Transição em Timor Leste pelo Decreto-Lei n.º 189-A/99 de 4 de Junho 1999 (pdf 15Kb), vem dar continuidade a esta filosofia, formalizando a existência de um organismo "ao qual Competirá a coordenação das acções relativas à elaboração e execução dos Programas de Apoio à Transição" .

Este apoio tem sobretudo uma vertente Humanitária, entendida num sentido mais amplo, ou seja, apoio não somente às actividades de assistência humanitária em sentido estrito mas sobretudo, à criação de condições para a existência de uma estabilidade social e de um desenvolvimento sustentado e integrado.

Neste contexto, a missão do Comissário consiste fundamentalmente na promoção e coordenação dos programas desenvolvidos tanto pelo Estado Português como pela sociedade civil, e deverá ser enquadrada no contexto do Programa de Governo e de outros documentos pertinentes, como por exemplo, o Relatório Oficial sobre o Apoio do Estado Português a Timor Leste no Período de Transição.

Para permitir a operacionalização da missão atrás descrita, designadamente quanto ao Estado e ao sector público o Comissário conta com a utilização de vários instrumentos, a saber:

1. O Comissário com o seu Gabinete;
2. Uma Comissão Interministerial;
3. Orçamento Público.

A comissão Interministerial é composta por representantes ao mais alto nível, provenientes dos Ministérios mais implicados no apoio a Timor, nomeadamente:

- Ministério dos Negócios Estrangeiros
- Ministério da Defesa Nacional
- Ministério das Finanças
- Ministério da Administração Interna
- Ministério da Justiça
- Ministério da Educação
- Ministério da Saúde
- Ministério da Economia
- Ministério do Trabalho e da Solidariedade
- Ministério da Agricultura
- Sec. de Estado da Admin. Pública e da Modernização Administrativa

Os elementos que a constituem, devem servir de coordenadores junto das vários ministérios que representam, no sentido de darem resposta a solicitações de apoios lançadas pelo Comissário, dentro das áreas de saberes e competências dos respectivos ministérios estabelecendo uma cooperação institucional (assistência técnica e formação com vista ao reforço do Estado de Direito e da sociedade civil, da eficácia, da transparência da acção administrativa) e a cooperação técnico-militar;

Quanto ao Orçamento, este é de natureza pública e é aplicado na reconstrução e ajuda humanitária. Estes apoios poderão ser directos (por exemplo Missão Médica-Humanitária Timor 99 (pdf 50Kb), ou através do apoio a grandes Organizações Internacionais (ACNUR, CICV ) organismos na parte etc) ou utilizando Organizações Não Governamentais , Nacionais e Internacionais, e a Igreja Católica.

O Comissário para além do apoio Institucional do Estado Português, criou ainda instrumentos provenientes da Sociedade Civil

- Bolsa de Voluntários;
- Fundo de "Solidariedade Portugal Timor";
- Sociedade de Desenvolvimento.


A bolsa de voluntários é composta por cidadãos das mais variadas proveniências e áreas de saberes, que estão dispostos a realizarem acções de voluntariado por um determinado período em áreas designadas vitais, não apenas na ajuda humanitária de emergência, mas também na fase de reconstrução e desenvolvimento em áreas consideradas estratégicas, como a saúde, educação, formação etc.

O Fundo de "Solidariedade Portugal Timor " é composto por donativos de duas espécies, uns originários de donativos espontâneos de pessoas ou grupos da Sociedade Civil, e uma outra parte proveniente da sociedade civil organizada designadamente Empresas e Instituições. Aquando da última actualização do presente site os donativos para este fundo ascenderam a um total de:

A cooperação com a sociedade civil organizada é estabelecida, coordenadamente, através de protocolos (pdf 25Kb) de procedimento estabelecidos com entidades representativas dos respectivos sectores.

Foi ainda patrocinada, como instrumento da Sociedade Civil organizada, a criação de uma Sociedade de Desenvolvimento para o apoio à criação e dinamização da vida empresarial e do desenvolvimento económico.
A holding HARII - Sociedade para o Desenvolvimento de Timor Lorosae, SGPS, S.A, foi lançada em cerimónia pública, realizada no Palácio de Belém, no dia 23 de Agosto de 1999, na presença de Suas Excelências o Presidente da República e do Primeiro-Ministro.
A Sociedade de Desenvolvimento, é composta por várias empresas (quadro 1), que actuam em sectores considerados vitais para a economia. O seu papel é apoiarem localmente a constituição de empresas, empresas estas, que deverão providenciar resposta às necessidades de criação/manutenção das infra estruturas básicas e de desenvolvimento social e económico de Timor Leste, promovendo a cooperação empresarial (promoção do investimento, assistência técnica e formação).


- AEP - Associação Empresarial de Portugal;
- AIP - Associação Industrial Portuguesa;
- ANA - Aeroportos de Portugal SA;
- APL - Administração do Porto de Lisboa;
- BNU - Banco Nacional Ultramarino, SA;
- EDP - Electricidade de Portugal S.A.;
- IEFP - Instituto do Emprego e Formação            Profissional;
- IPE - Investimentos e Participação do
           Estado, SA.;
- PT - Portugal Telecom;


Quadro 1. - Constituição da sociedade de Desenvolvimento.


Por fim, e ainda como instrumento da Sociedade Civil o Comissário socorreu-se de um grupo de Representantes institucionais e personalidades de destaque de diversos sectores da sociedade civil mais envolvidos no processo de apoio a Timor Leste.

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